Nas semanas e meses anteriores, publicações em redes sociais e sites de baixa qualidade divulgaram a notícia de que um vídeo vazado de Ari Kytsya havia sido publicado. Este artigo descreve o que pode e o que não pode ser verificado, como os rumores se espalham em torno dos chamados vazamentos, como avaliar essas alegações, indícios técnicos de mentira, considerações legais e éticas, bem como o que fazer caso você se depare com tais alegações ou se veja envolvido nelas.
Quem é Ari Kytsya?
Ari Kytsya é uma influenciadora digital e modelo com um grande número de seguidores no Instagram e em outras redes sociais. Ela é uma influenciadora conhecida nos segmentos de moda, moda praia e estilo de vida, e já foi mencionada algumas vezes em relação a plataformas de conteúdo adulto/por assinatura. Essa presença na mídia pode ajudar a entender por que suas afirmações chamam tanta atenção.
Vídeo vazado de Ari Kytsya faz alegações.
- Fatos: Existe um vídeo explícito de Ari Kytsya Circula na internet informações que supostamente vazaram.
- Verificado: Nenhum relatório oficial de veículos de notícias reconhecidos ou declarações verificadas por fontes oficiais de Kytsya pode comprovar o fato de que uma determinada pessoa... O vídeo vazado existe e é real.. Na verdade, o problema está presente em inúmeras mensagens nas redes sociais, fofocas e blogs de baixa qualidade que replicam e republicam notícias sensacionalistas. A desinformação (e até mesmo vídeos falsos) surge regularmente quando um assunto está em alta.(1)
Lição: Não acredite em nenhum vídeo ou captura de tela que esteja circulando, a menos que seja comprovado por uma fonte confiável ou pela própria pessoa em questão.
O que faz com que essas afirmações se tornem tão virais?
- Alta atenção / alta curiosidade: Conteúdos de influenciadores e supostamente pessoais são imediatamente criticados e compartilhados.
- Amplificação da plataforma: No X, TikTok e Telegram, é fácil republicar vídeos curtos, capturas de tela e posts teaser com pouco ou nenhum contexto na plataforma.
- Fácil de produzir: Deepfakes, edições básicas e o restante dos vídeos copiados e colados em novas reportagens fazem com que seja fácil produzir material que pareça convincente.
- Monetização e tráfego: Alegações sensacionalistas são feitas para encorajar pessoas para comprar Cliques em anúncios para um site ou leitura de links de afiliados incentivam a disseminação de boatos.
- Viés de confirmação e prova social: É nesse momento que outras pessoas acreditam na veracidade da informação e a compartilham novamente após algumas publicações. Estudos sobre desinformação viral indicam que a novidade, a resposta emocional e a baixa moderação se combinam para dar velocidade à disseminação de boatos.
Isso é visível em inúmeros escândalos recentes envolvendo influenciadores e na circulação de boatos (todos eles são mecanismos visíveis).
Como avaliar a autenticidade de um vídeo vazado?
Sempre que você assistir a um vídeo ou ler uma afirmação, use esta lista de verificação rápida:
- Autor: Quem foi o autor da postagem original? Conta verificada, canal anônimo ou uma nova conta promovendo o vídeo? Fontes indiretas (sites de notícias confiáveis e bem fundamentados) devem sempre ser consideradas em primeiro lugar.
- Carimbo de data/hora, metadados: A publicação possui metadados verificáveis (arquivos em resolução total, datas de upload)? Capturas de tela removem os metadados e não são confiáveis.
- Resposta oficial: Essa pessoa (ou seu representante legal) respondeu? O silêncio não implica autenticidade, embora negativas, notificações de remoção ou processos judiciais sugiram fortemente um contexto.
- Verificando: Existem fontes confiáveis noticiando o ocorrido? A menos que haja comentários indicando o contrário, o vídeo não é confiável, pois é anônimo e republicado.
- Sinais de alerta técnicos: A iluminação e as sombras estão descompassadas, os movimentos faciais são artificiais ou há indícios de edição. Quando não há sincronização entre os lábios e o áudio, isso é um sinal de alerta.
- Busca reversa de imagens/vídeos: Pesquise com o auxílio de ferramentas (busca reversa de imagens, ferramentas do tipo InVID) para identificar ocorrências anteriores de casos específicos – a maioria dos vazamentos são vídeos reciclados ou vídeos antigos com novas legendas.
Caso mais de um dos significados desta lista de verificação suscite suspeitas, não compartilhe o conteúdo.
Deepfakes e manipulação — o que você precisa saber.
Os sistemas de troca de rostos e de geração de imagens da tecnologia moderna estão melhorando, embora ainda deixem vestígios:(2)
- Piscar de olhos artificial ou movimentos excessivamente suaves da pele.
- Microexpressões que não estão em sincronia com o áudio ou o contexto da cena.
- Ao examinar com atenção, percebe-se linhas curvas perto do cabelo, brincos ou óculos.
- Áudio com som defeituoso, áudio comprimido ou discrepância no movimento dos lábios.
Caso o vídeo possa causar danos, ele deve ser levado a um especialista em perícia digital que possa determinar sua autenticidade.

Questões legais e éticas.
- Compartilhamento sem consentimento: A divulgação de informações privadas explícitas sem o consentimento do usuário pode constituir crime ou delito civil na maioria das jurisdições. As leis variam; as vítimas têm o direito de solicitar a remoção do conteúdo e buscar medidas legais.
- Risco de difamação: Publicar um vídeo que se apresenta como real quando não o é pode expor os editores ao risco de difamação. As redações geralmente dependem de investigação e consultas antes da publicação de alegações.
- Política sobre plataformas: A maioria das grandes plataformas proíbe imagens íntimas sem consentimento, pornografia deepfake e assédio; elas possuem políticas de denúncia e remoção de conteúdo. Caso você se depare com esse tipo de material, utilize as ferramentas de denúncia da plataforma para reportá-lo.
O que fazer caso você encontre ou se torne vítima de informações supostamente vazadas: medidas práticas.
Para quem estiver por perto:
- Não republique nem compartilhe para "resgatar". A divulgação é prejudicial para as vítimas.
- Envie o material para o site (preencha o formulário sobre conteúdo explícito não consensual ou assédio).
- Caso tenha salvo o URL, anote-o (não faça o upload da mídia novamente).
Quando a vítima ou o representante da vítima inicia um processo judicial:
- Documento – Registre a hora e os URLs; em hipótese alguma republique o conteúdo.
- Solicitar remoção – Utilize os recursos de geração de relatórios da plataforma e entre em contato com os provedores de hospedagem (quando necessário).
- Assistência jurídica — Procure os serviços de um advogado familiarizado com privacidade online, abuso de imagens ou difamação (quando aplicável). Diversas jurisdições oferecem soluções criminais ou cíveis para casos de divulgação indevida de fotos íntimas.
- Suporte e segurança -Considere entrar em contato com serviços de apoio às vítimas e especialistas em segurança cibernética que poderão ajudar na contenção e preservação forense dos dados.
A forma como jornalistas e editores devem lidar com tais alegações.
- Verificar antes de imprimir: Consulte a pessoa em questão, busque informações que corroborem a informação e mantenha o contexto.
- Não faça suposições de culpa em uma manchete: Seja cauteloso com as palavras (afirmações, alegações, não verificados, etc.) até que sejam comprovadas.
- Pense na privacidade e nos danos: Equilíbrio entre o interesse público e a possibilidade de danos à reputação ou à segurança de uma pessoa. Veículos de comunicação responsáveis utilizam padrões de verificação, em oposição à viralização.
O que você precisa saber sobre páginas de conteúdo duplicado e sites espelho?
A maioria das primeiras páginas que promovem vídeos vazados não são regulamentadas, são copiadas ou têm como objetivo atrair visitantes. Frequentemente, apresentam vídeos de baixa qualidade, artefatos de compressão ou marcas d'água que mascaram sua origem. Sempre consulte fontes confiáveis.
Considerações finais.
Existe uma grande distinção entre a verdade alegada e a verdade comprovada. Acredite em uma até que a outra seja desmentida.
Usuários maliciosos e sem escrúpulos exploram o interesse humano; você pode diminuir a disseminação de notícias falsas evitando distribuir vídeos não confirmados.
Os jornalistas devem seguir os padrões de reportagem que priorizam a verificação para evitar a disseminação de informações falsas.
+2 Fontes
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- Disseminação de desinformação nas redes sociais: o que contribui para ela e como combatê-la; https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0747563222004630
- Desmascarando “notícias falsas” nas redes sociais: efeitos imediatos e de curto prazo de intervenções de verificação de fatos e alfabetização midiática☆; https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S004727272500043X
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